08 de outubro de 2019
Fazer a diferença

Jornal ABC - 06-10, por JFBF

Estamos entrando no último trimestre do ano e você já deve estar acelerado, pois está com aquela sensação de que fez tanto, mas ainda tem tanto a fazer e não tem tempo suficiente para tudo. Aí começa aquele mal-estar e brota a cobrança. Você avalia suas ações e começa a se julgar. Olha para os lados para ver se mais alguém está sentindo a mesma coisa e fica relativamente confortável, pois todo mundo está vivendo uma crise no seu negócio – o que significa que não é você o incompetente. Mas será mesmo que a meta é o que mais importa? Você fez o seu melhor e isso é a verdadeira vitória. Poderia fazer melhor? Então faça a partir de hoje e não se cobre tanto, trate apenas de se aperfeiçoar e acima de tudo, não ligue para a opinião dos outros. Theodore Roosevelt disse que “não é o crítico que importa, nem aquele que mostra como o homem forte tropeça, ou onde o realizador das proezas poderia ter feito melhor. Todo o crédito pertence ao homem que está de fato na arena, cuja face está arruinada pela poeira, pelo suor e pelo sangue; aquele que luta com valentia; aquele que erra e tenta de novo e de novo; aquele que conhece o grande entusiasmo, a grande devoção e se consome em uma causa justa; aquele que ao menos conhece o triunfo de sua realização e aquele que, na pior das hipóteses, se falhar, falhará fazendo alguma diferença, de modo que seu  lugar não seja nunca junto aquelas almas frias e tímidas que não conhecem nem a vitória, nem a derrota”.

Eu admiro todos os homens e mulheres que estão na arena para manter vivo o seu negócio. Matam um leão por dia e se mantém de pé mesmo com as críticas das pessoas frias da plateia, que não tiveram sequer coragem de tentar movimentar alguma coisa e preferem ficar sentadas em segurança na arquibancada apontando os erros dos outros. O mundo é de quem segue em frente mesmo despedaçado, é de quem sonha e faz, de quem aprecia as suas conquistas, de quem se coloca vulnerável, correndo o risco de ser imperfeito.